sábado, 25 de julho de 2015

Depressão

No fundo ela sempre esteve ali, esperando uma decepção, uma pontinha de tristeza.

Ela adora me deixar na escuridão, sozinha. Me joga na cara que sou uma tartaruga é a casa dela sou eu, o seu maior refúgio e que devo permanecer sozinha.

Ela me faz gritar todas as noites e faz parecer que nada está bom.

É como uma faísca prestes a começar um incêndio.

É um pulso e um objeto cortante.
É um comprimido e uma overdose.

É tudo. Todas as dores.
É nada. Os gostos dos desamores.

É um monte de sal na ferida
Do coração ela é a última batida.

Ela não entra, rasteja
Chega até a minha cama e me beija.

Rude, ela joga na cara meus defeitos
E eu tenho medo.

E lá vem ela novamente...

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