Cara Insegurança,
Venho através dessa, dar a minha resposta final a aquela conversa longa que andavamos tendo nos últimos tempos.
Eu sei que você foi invocada por situações do meu cotidiano, por palavras de pessoas próximas, mas agora sinto que compartilhar a minha vida com você é um engano e por mais que seja legal se agarrar a sentimentos, me apegar a você tem me feito mal.
Você insiste em dizer que as pessoas não gostam de mim, mas eu acho que você está enganada.
As pessoas não gostam de mim quando eu estou acompanhada de você, sei que eu mesma te alimentei e muitas vezes te priorizei na minha vida, mas agora chega.
Sabe quando você sussurra ao meu ouvido que alguém não vai ser fiel a mim e me deixa confusa?
Eu não estou mais confusa, cara insegurança, cada vez que alguém me trai eu estando ou não ao seu lado não muda o fato de que a culpa não é minha.
Quando alguém escolhe me trair, sabendo que assim pode perder o meu afeto isso só me diz uma coisa: ela nunca mereceu ou se importou com o meu afeto, e eu não devo ficar triste ou me sentir culpada por alimentar alguém com afeto, e alguém morder a mão que a alimenta, eu continuarei alimentando com as minhas mãos, até que alguém não morda, insegurança.
Eu não te deixarei me fazer prisioneira, eu sou livre como você nunca irá ser, muito menos entender.
Eu vou aprender a viver sem você, você foi uma companhia amarga e doentia, você me fez perder mais do que ganhar e estou pronta para te deixar ir.
Espero que entenda que me agarrar a você foi a minha única alternativa nos últimos anos, mas eu quero aprender a voar agora, e você me dá correntes quando eu quero asas.
Me despeço sem peso no coração.
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