quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Carta a D. A.

Querido D.

É muito estranho falar de você, quando iniciamos a nossa "semi relação" eu havia acabado de sair de um "relacionamento" bem esquisito, onde eu era fiel a alguém que não dava nem dois passos por mim.

Já com você foi algo interessante, éramos conhecidos distantes, tínhamos o contato um do outro mas nunca havíamos conversado de fato ou sequer nos visto.

Quando eu iniciei uma conversa, sabia que você era diferente do cara da minha outra relação.

Você é esquerdista, um apoiador de causas que devem ser apoiadas, um emitidor de opiniões, sensível e imaginativo, isso tudo me atraiu ferozmente a você.

Éramos bom juntos, mas não o suficiente para fazer funcionar por muito tempo, eu não aprendi muita coisa com você, sinceramente, nós não fomos nada utópicos.

Mas eu descobri muito sobre mim, sobre o quão moderna eu era para alguns assuntos e quão difícil seria para um homem no auge dos meus 22 anos (idade atual) me enganar novamente.

E mesmo assim você tentou me enganar, sem mágoas, você sabe.

Mas eu nunca fiz o estilo de aceitar traição porque o cara era "maravilhoso", pra mim caras são sempre caras e nada mais que isso no fim do dia.

Você tentou me enganar e no fim saiu surpreendido e dizendo que eu era a pior pessoa que você havia conhecido (você se olhou no espelho? eu agi igual a você).

Eu sinto que você infelizmente é só isso.

Um cara bonito que mente bem, mas que não passa disso no fim do dia.

E cá pra nós, se eu realmente quisesse eu mentiria muito melhor.

Mas eu tenho preguiça de enganar alguém da forma que você tentou fazer comigo.

Eu te desejo o melhor, mas só.

Aliás, antes que me esqueça, você é uma boa pessoa, ás vezes é engraçado e brilhante, por favor, sempre use esse teu lado e não o lado que grita que você precisa ser um canalha, você é melhor que isso, se esforce.

Um abraço da sua sócia imaginária.







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