quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Carta a R. A.

Querido R.

Eu poderia colocar o seu nome nessa carta, já que você não daria a mínima se eu colocasse os holofotes nessa sua linda carinha.

Nossa relação sempre foi muito esquisita, a tal ponto de nem sequer a gente saber o que estava acontecendo.

Nós somos como duas crianças juntos, e é por isso que nunca daríamos certo, nós ficamos irresponsáveis, meu caro, e isso na minha concepção é perigoso.

Nós esquecemos que carregamos bagagens e nos entregamos ao momento e mesmo que não haja arrependimentos corremos o risco de machucar alguém que não tem nada haver ou a nós mesmos.

Houve um momento em que eu fui perdidamente apaixonada por você, foi quando nos conhecemos e eu estava disposta a carregar as suas bagagens.

Mas você tripudiou do meu sentimento e eu não fiquei triste, eu só segui em frente com o sentimento de que te conhecendo bem, estava nítido que você não seria o suficiente pra mim, e não há problema em dizer isso a você, já que eu sei que você sente mesmo, com todas as mulheres que entraram na tua vida.

Somos amigos há anos e é  sempre esquisito quando você tenta reviver algo que pra mim já morreu, eu o amo, muito, mas hoje como um irmão e não como alguém que eu quero como companheiro, sendo sua amiga neste anos todos eu pude perceber que você é um péssimo, mas pra minha sorte, um ótimo amigo.

Eu poderia ficar aqui te escrevendo textões e falando o quanto você é o que é.

Mas não preciso, você sabe que quando eu quero eu exponho o quão insuportável você é.

Ah, eu sei que eu também sou.

Abraços.






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